segunda-feira, 19 de maio de 2014

Deep in Soul

Capítulo 2:
13 de Julho - Sexta-feira

Acordei tarde. Eram umas 11:00 da manhã quando olhei o relógio.
Desci as escadas já vestida, para tomar café da manhã. Quando cheguei na cozinha só avistei minha mãe.
- Ué. Onde estão todos?
- Seu pai está trabalhando. - disse mamãe enquanto colocava as louças sujas na máquina de lavar louças.- E seu irmão foi para o treino de Futebol.
- Que dia é hoje?
- Hoje é sexta, querida.
- Ah não!
- O que?
- Esqueci completamente que hoje eu tenho um piquenique!
- Vai ser que horas?
- Às 18:00.
- Você tem tempo até lá.
-Eu sei. É que ainda tenho que comprar algumas comidas e organizar as minhas lanternas japonesas.
- Ok. - disse mamãe com aquela cara de que teve uma ideia. - Você mocinha, vai tomar um café-da-manhã bem reforçado enquanto eu vou tentar achar suas lanternas no meio daquela bagunça. Aí, depois você pode ir ali na padaria da esquina comprar uns salgados e etc.
- Mãe você é brilhante! - dei um beijo em sua testa. - Muito obrigada.
Comi meu café e quando fui escovar meus dentes e pegar dinheiro para ir à padaria, vi minha mãe sentada na ponta de minha cama, agora já arrumada, com uma cara chocada. Ela estava olhando diretamente para a minha mesa de estudo que fica de frente para a minha cama.
- Mãe?
Ela desviou os olhos de minha mesa para mim, saindo de uma espécie de transe.
- Sim querida?
- Está tudo bem?
- Claro que está, porque não estaria? - ela me olhou sorrindo nervosamente.
-Ok então.
Fui para o banheiro, escovei meus dentes, peguei o dinheiro e desci as escadas.
Quando estava quase na porta minha mãe gritou da cozinha:
- Tome cuidado! Tchau.
- Tchau! - gritei de volta.
No caminho da padaria, fiquei pensando porque minha mãe teria me dito aquilo? Eu caminhava sozinha no bairro desde os 11 anos e quando completei 12 anos ela só me dizia tchau. Ela nunca disse "tome cuidado"recentemente. Será que aquilo teria alguma coisa em relação ao meu sonho? Eu perguntaria para ela quando chegaria em casa. Mas será que eu deveria?
- Cuidado!
Despertei dos meus pensamentos. Eu estava tão distraída que não percebi que tinha tropeçado e agora estava caindo no chão. Braços masculinos não deixaram eu atingir o chão. Me levantei sozinha, e quando olhei para minha frente um menino de mais ou menos a minha idade 14 ou 15 anos, bronzeado de olhos verdes, covinhas no canto da boca e um cabelo castanho meio despenteado, estava me encarando com um olhar preocupado.
- Você está bem?
- Sim. Se não fosse por você eu teria me esborrachado no chão. - Ele deu uma risadinha, e as covinhas apareceram em seus cantos da boca. - Muito obrigada...?
- Chandler, e você é...?
-Sou Marilyn. - disse cumprimentando ele - Prazer.
- Já vou indo. Cuidado da próxima vez, Marilyn. Nem sempre vai ter alguém aqui para te segurar.
Eu dei uma risada.
- Tchau Chandler.
Cheguei à padaria. Comprei uns quatro pacotes 'Big Size' de salgadinhos e duas garrafas de refri. Nosso sistema de moeda era o dólar. Era estranho o único lugar na Inglaterra que não se usava euro.
- 35 dólares. - disse a balconista.
Paguei e fui embora. Quando cheguei em casa coloquei as lanternas japonesas em uma sacola, vesti uma calça jeans, uma camiseta de manga comprida, um moletom bem quente e minhas botas de inverno. Desci com todas as coisas que teria que levar para o piquenique. 17:45, dava tempo até eu ir para a casa de Clary. Quando passei pela sala vi minha mãe dormindo no sofá. Escrevi um bilhete à ela avisando que eu tinha saído e lhe cobri com uma manta.
Caminhei até a casa de Clary. Quando cheguei lá, ela me avisou que quem nos levaria seria a irmã dela, pois dirigia. Pegamos tudo e entramos no carro. Emily, a irmã de Clary disse que quando quiséssemos ir embora era para ligar para ela, pois estaria à disposição.
Fomos as primeiras a chegar no parque, e como éramos eu e Clary que estavam organizando o piquenique, começamos a arrumar o local. Enquanto Clary estava arrumando as comidas e bebidas em uma mesa coberta, eu fui pendurando as lanterninhas ali perto. Prendia uma ponta da linha de fios em uma árvore e a outra ponta em outra árvore, estava lindo! Quando terminei de arrumar as lanternas já tinha ficado escuro, bem na hora. Aos poucos foram chegando gente. Colocavam seus futons ou cobertores no chão e se sentavam, se serviam de comida. Estava falando com Elizabeth, uma amiga minha, quando avistei um rosto bronzeado de olhos verdes, covinhas no canto da boca e um cabelo castanho meio despenteado. Era ele.

domingo, 18 de maio de 2014

Deep in Soul

Capitulo 1:
12 de Julho - Quinta-feira
Estava andando pelo bairro, voltando para minha casa depois de deixar a casa de Clary, minha melhor amiga. Eu estava um pouco entediada, pois em Rosevelt Village não acontecia muita coisa interessante. Você deve estar se perguntando: Quem é essa pessoa e que diabos é Roosevelt Village? Bom, meu nome é Marilyn Brookstod, tenho este nome pois minha mãe admirava muito Marilyn Monroe, por isso me deu este nome. Eu o acho bonito, mas não tenho certeza se combina comigo. Moro em Rosevelt Village uma cidadezinha na Inglaterra, bem distante. Ela tem muitos poucos habitantes cerca de uns 14 mil. Seu nome foi escolhido como Rosevelt Village, pois um nobre homem da França veio para nossas terras e lhe fez de seu refúgio, (como uma casa de campo, só que uma cidade) ele a batizou de Rosevelt Village pois quando chegou aqui mandou todos os seus empregados plantarem rosas de todas as cores e quando elas cresceram a cidade tinha virado um vale de rosas. O nobre homem se chamava Francis Amadeus Velt e pôs o nome em sua homenagem: Rosevelt Village. Como ninguém habitava esta ragião ainda ele trouxe um pequeno grupo de pessoas da França para se instalar aqui, mas com o tempo outras pessoas chegaram da Inglaterra e começaram a habitar a região. Por isso, nossos idiomas são Inglês (britânico) e Francês. Continuando, Rosevelt Village estava uma chatice, como é uma cidade pequena todo mundo conhece todo mundo, tem seus hábitos diários e blá, blá, blá. Eu queria alguma coisa diferente, novidades! Estou pensando em escrever um livro, pintar um quadro, fazer um site de vídeos. É tanta coisa! Estou de férias no momento, minhas aulas só começam em Setembro e estamos em Julho ainda. Por mais que eu goste de não ter tarefa, trabalhos e ter que acordar cedo para ir para a escola, odeio ficar sem nada para fazer. Por isso resolvi ir na casa de Clary. Combinamos de fazer um piquenique no parque amanhã com alguns amigos da escola e espero que alguém tenha novidades.
Quando cheguei em casa, onde moro com minha mãe, meu pai e meu irmão mais velho Anthony, quase não havia barulho, estava uma casa tranquila, gostosa de morar. Fui para a cozinha fiz um chocolate quente, pois estava no inverno em Rosevelt Village e eu estava congelando, peguei o meu livro e fui para a varanda. A varanda em minha casa tem uma cerca branca de madeira, uma rede pendurada e uma velha cadeira de balanço com almofadas aconchegantes. Me sentei e comecei a ler. Li, li , li e acabei pegando no sono. Só sei que quando minha mãe me acordou o céu já estava escuro.
- Mãe que horas são?
- Oito horas da noite filha. Você dormiu por três horas!
Meu estômago roncou alto.
- A propósito, - disse mamãe olhando para mim - o jantar está servido.
Me ajeitei e fui para a mesa. Mamãe tinha preparado o meu preferido: fettuccini com molho branco-parisiense, ervilhas e peito de peru picado. Minha mãe tinha origem francesa, por isso adorava fazer pratos de seu país étnico. Meu pai tinha origem inglesa, ele estava quase o tempo inteiro fora , pois ao contrário de mim, suas férias duravam apenas um mês: Maio. Meu irmão, Anthony é 6 anos mais velho que eu. Ele tem 20 anos e está frequentando a URV Universidade de Rosevelt Village.
Depois do jantar, fui para o meu quarto verificar meu e-mails e vi que Clary tinha me mandado um:

Enviado por: claryolssein@mail.com
Horário: 18:00 - 12 de Julho, 2014
Assunto: Piquenique
Mary,
Está tudo certo sobre o piquenique amanhã, todos vão e se você quiser convidar mais alguém fique à vontade. Só não esqueça das lanterninhas japonesas que você tem que trazer! Espero você amanhã.
Clary.

Quem será eu convidaria? Acho que já estava louco de bom de pessoas para ir no nosso piquenique. Demorei para dormir e quando peguei no sono, tive um sonho muito estranho. Eu estava em minha casa, mas minha mãe ainda estava grávida de Anthony, ou seja, eu não existia. Um homem estava falando com ela no balcão da cozinha. Ele estava encapuzado de um jeito que ninguém conseguia vê-lo.
- Você tem que escolher Beatrice. Não pode se esconder para sempre. Mais cedo ou mais tarde, as pessoas descobrirão.
- Eu sei, eu sei. - minha mãe estava nervosa.
- Você pelo menos contou ao John?- ele estava falando de meu pai.
- Vou dizer. Só preciso de mais tempo.
- Seu tempo está acabando Beatrice. Nunca é tarde para voltar para Elibane. Pense nisso.
O homem foi embora batendo a porta.
Acordei suando. Quem era aquele sujeito? O quê ou quem era Elibane?
Olhei o relógio. 4:30 da manhã. Tentei voltar a dormir ainda com aquelas perguntas na cabeça.