Capitulo 1:
12 de Julho - Quinta-feira
Estava andando pelo bairro, voltando para minha casa depois de deixar a casa de Clary, minha melhor amiga. Eu estava um pouco entediada, pois em Rosevelt Village não acontecia muita coisa interessante. Você deve estar se perguntando: Quem é essa pessoa e que diabos é Roosevelt Village? Bom, meu nome é Marilyn Brookstod, tenho este nome pois minha mãe admirava muito Marilyn Monroe, por isso me deu este nome. Eu o acho bonito, mas não tenho certeza se combina comigo. Moro em Rosevelt Village uma cidadezinha na Inglaterra, bem distante. Ela tem muitos poucos habitantes cerca de uns 14 mil. Seu nome foi escolhido como Rosevelt Village, pois um nobre homem da França veio para nossas terras e lhe fez de seu refúgio, (como uma casa de campo, só que uma cidade) ele a batizou de Rosevelt Village pois quando chegou aqui mandou todos os seus empregados plantarem rosas de todas as cores e quando elas cresceram a cidade tinha virado um vale de rosas. O nobre homem se chamava Francis Amadeus Velt e pôs o nome em sua homenagem: Rosevelt Village. Como ninguém habitava esta ragião ainda ele trouxe um pequeno grupo de pessoas da França para se instalar aqui, mas com o tempo outras pessoas chegaram da Inglaterra e começaram a habitar a região. Por isso, nossos idiomas são Inglês (britânico) e Francês. Continuando, Rosevelt Village estava uma chatice, como é uma cidade pequena todo mundo conhece todo mundo, tem seus hábitos diários e blá, blá, blá. Eu queria alguma coisa diferente, novidades! Estou pensando em escrever um livro, pintar um quadro, fazer um site de vídeos. É tanta coisa! Estou de férias no momento, minhas aulas só começam em Setembro e estamos em Julho ainda. Por mais que eu goste de não ter tarefa, trabalhos e ter que acordar cedo para ir para a escola, odeio ficar sem nada para fazer. Por isso resolvi ir na casa de Clary. Combinamos de fazer um piquenique no parque amanhã com alguns amigos da escola e espero que alguém tenha novidades.
Quando cheguei em casa, onde moro com minha mãe, meu pai e meu irmão mais velho Anthony, quase não havia barulho, estava uma casa tranquila, gostosa de morar. Fui para a cozinha fiz um chocolate quente, pois estava no inverno em Rosevelt Village e eu estava congelando, peguei o meu livro e fui para a varanda. A varanda em minha casa tem uma cerca branca de madeira, uma rede pendurada e uma velha cadeira de balanço com almofadas aconchegantes. Me sentei e comecei a ler. Li, li , li e acabei pegando no sono. Só sei que quando minha mãe me acordou o céu já estava escuro.
- Mãe que horas são?
- Oito horas da noite filha. Você dormiu por três horas!
Meu estômago roncou alto.
- A propósito, - disse mamãe olhando para mim - o jantar está servido.
Me ajeitei e fui para a mesa. Mamãe tinha preparado o meu preferido: fettuccini com molho branco-parisiense, ervilhas e peito de peru picado. Minha mãe tinha origem francesa, por isso adorava fazer pratos de seu país étnico. Meu pai tinha origem inglesa, ele estava quase o tempo inteiro fora , pois ao contrário de mim, suas férias duravam apenas um mês: Maio. Meu irmão, Anthony é 6 anos mais velho que eu. Ele tem 20 anos e está frequentando a URV Universidade de Rosevelt Village.
Depois do jantar, fui para o meu quarto verificar meu e-mails e vi que Clary tinha me mandado um:
Enviado por: claryolssein@mail.com
Horário: 18:00 - 12 de Julho, 2014
Assunto: Piquenique
Mary,
Está tudo certo sobre o piquenique amanhã, todos vão e se você quiser convidar mais alguém fique à vontade. Só não esqueça das lanterninhas japonesas que você tem que trazer! Espero você amanhã.
Clary.
Quem será eu convidaria? Acho que já estava louco de bom de pessoas para ir no nosso piquenique. Demorei para dormir e quando peguei no sono, tive um sonho muito estranho. Eu estava em minha casa, mas minha mãe ainda estava grávida de Anthony, ou seja, eu não existia. Um homem estava falando com ela no balcão da cozinha. Ele estava encapuzado de um jeito que ninguém conseguia vê-lo.
- Você tem que escolher Beatrice. Não pode se esconder para sempre. Mais cedo ou mais tarde, as pessoas descobrirão.
- Eu sei, eu sei. - minha mãe estava nervosa.
- Você pelo menos contou ao John?- ele estava falando de meu pai.
- Vou dizer. Só preciso de mais tempo.
- Seu tempo está acabando Beatrice. Nunca é tarde para voltar para Elibane. Pense nisso.
O homem foi embora batendo a porta.
Acordei suando. Quem era aquele sujeito? O quê ou quem era Elibane?
Olhei o relógio. 4:30 da manhã. Tentei voltar a dormir ainda com aquelas perguntas na cabeça.
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